Escolhas

Eu me perdi, eu reidiviquei a mim para que coubesse o amor de um terceiro no lugar onde era meu e sempre devia ter sido meu.

deixei que fizesse de minha essência uma casinha de bonecas, um vácuo vazio para seus gritos existenciais, até que se cansou, e de repente enjoou.

Então pra onde vai você, quando você se entregar por completo a alguém?

Pra onde vai seu eu, quando você se permitiu ser algo pertencido a alguém?

Em que pequeno, microscópico mesmo… Você se esconde dentro de si ao notar o pouco espaço que sobrou pra si mesma?

Eu tive que olhar abaixo de cada escombro pra ver onde eu estava.
E por enquanto só encontros partes, eu me rasquei por completo por você

E nem sei dizer se isso sequer valeu a pena.

Isso valeu a pena?

Madalena & Bartholomeu

Uma história sobre pombos

Madalena me deixou! Nao dissera outrora que me amava? Mas que pomba diaba! Que me parte a cada partida. Mas ah…Suas idas e vindas, nem mesmo sei em que olhar me tornei seu, somente sei que do nada me torno Porto, imóvel, destinado a permanência da impermanência. Vivendo de esperas e como tal de decepções.

Estou farto! Me cansa, desta vez nenhuma doce mentira muda meu juízo! Quando ela chega, e parte meu juízo em questão de um olhar de tempo. Como doi olha-lá, em lentidão batendo os cílios e me pego imaginado o nome de nossos filhos. Como doi, ama-la, sinto como um condenado amando o instrumento de seu doloroso agonizante fim. Ela tão serena, ninguém  aprisiona sequer uma pena de Madalena, logo ela que me tem, da alma as pontas das penas.

Tao comum é Madalena para quem olha sem ver, quem olha sem ser de um ser tão extraordinário como ela é sem nem mesmo saber… Para quem sente, o comum se torna intenso, e de imenso caos sentido. O coração se perde, até de repente invasão de borboletas no estômago. Para quem sente, mente para não sentir, pois agoniza ver a tempestade no peito, que aparenta explodir em um pequeno ponto do peito, onde tudo é infinito, sufocante e vibrante, um universo no vasto equivalente a um grão de areia, num recipiente tao pequeno em comparação ao corpo humano.

Tão forte é isso, tudo num piscar de olhos de Madalena, como não nota o que transborda em meu coração quando ela se apresenta? Consome todo o ar ao redor, cada vez mais, é se ela chega perto o respirar se torna difícil como cálculo a um peixe. Me deixe. Me deixe livre. Doi amar, mas quando ela se vai, me amarga, é se torna algo além de dor, se torna a perda do ar, sem notar, da Luz, sem se importar e do sentir mesmo a sensação do vazio deixado ser aparente de estar eternamente esmagado.

Nada faz sentido, tudo é um saco, tudo me lembra ela como uma pedra no sapato, mas ao invés de pedras, pisar em tudo que mais ama, sentindo perder mais e mais e doer de igual forma e de nada adianta retirar o sapato. Tão miserável me sinto, Madalena me deixou, que devo estar poluindo o mundo com tanta podridão em carne viva no lugar do coração.

Sorte que o mundo é vasto em limites, tolo de tão cheio e ridiculo em quantidade de sensacoes que nos oferece em balança a isso cheio de dor e cacos de corações perdidos em decomposição, no meio das ruas, das músicas solitárias e vazias.

Para Madalena, desejo o pior oferecido nesse mundo ao cacos um amor não correspondido, então sentiria por baixo  de minha apenas, sentiria meu coração de igual dor ao seu. Saberia que ainda me vejo sendo Porto e seu domado e reservado em seu nome. Desde então voo sozinho, a procura de ninguém, mergulho no ar, como o pior dos desesperados, sob casas, ruas e cacos e principalmente voando na direção oposta donde me despedi sem escolha de meu coração, que ainda Madalena persegue.

Amor ou algum sentimento parecido

A forma como ele me faz suspirar
Quere viver ao invés de morrer por ele.
Amo seus olhos tão profundos e espertos,
Com uma malicia que incendeia meu espíritos que se contorssem em meu interior, a doce voz dele é o do tipo de um amante, que sonho ouvir grunir meu nome baixinho ao mordiscar minha orelha, seduz todos os meus demônios e anjos, fazem da minha guerra interna uma festa em combustão do nosso olhar intenso. Você me faz rir, sabe e não é só tipo normal e controlado, rir até doer a barriga até que a risada pareça ficar muda e ter roncos ao meio e você me chamar de porquinha, eu lhe daria um soco no ombro e voce ainda riria e eu veria seus olhos brilhando em diversão se tornar algo que nunca achei que veria espelhado nos meus, conexão, atração e vida e você ao saber que também leu o que estava escrito nas estrelas dos ambos os olho me daria um beijo no topo da cabeça e o quanto seu rosto fica lindo ao contrair as bochechas e abrir esse sorriso, o exato sorriso do qual conquistou me até o fundo de meus ossos, e transformar tomo o meu corpo num caos com tremores e arrepios discretos, eu vejo não um feliz para o sempre, mas para os estantes que a vida dá feliz, de pouco em pouco até que um dia … ao passar pelo abraço amigável da morte ter percebido o quanto os momentos de felicidade tornaram a vida inteira feliz, colorida mesmo na escuridão que rodeia e ameaça destruir e acinzentar. Que tudo tenha válido a pena, que tudo tenha sido bom mesmo quando foi ruim, nos últimos suspiros, ao ver a série de imagens da vida que deixo, vou saber… que amei, E vivi o bastante. E pediria que a morte me desse uma vista ampla das estrelas, e então seguiria para a eternidade.

Querida estrela Vênus

Caminhei entre as estrelas dessa terra de cores brancas e amarelas, de outras cores também, com elas eu não me importava pois ofuscavam as do céu, aquelas que escutam as que não se sabe a cor o odor nem o sabor, outrora estará tudo tão barulhento e do nada tudo está tão quieto, os corações não são frágeis nem ao nascer pois o ato de viver nos obriga a ganhar socos na cara. Não vejo mais almas reluzentes nem olhares incandecentes de verdadeiro amor sem lacunas de dor. Ouvi dizer que estou morta quem dissera fora eu mesma, os trovões ficaram mesmo após a tempestade maligna. Pra onde fora meu amor? Donde estou?, pra onde vou? Grito mas me perdi do motivo. Tudo parece tão falso, ilusório rotatório que me sinto tonta ao dizer que apenas as estrelas não mentem, no espaço entre a escuridão e a luz foi dai que viera esse vazio em meu peito, de um lugar estrangeiro que nem lugar realmente é. Que a estrela de Vênus continue a me olhar, continue a corresponder sua luz com minha escuridão que desconheço, que sempre será o oceano não explorado do meu ser que teme a profundidade dos meus desejos e medos abissais. Dentre tudo a loucura me parece sentida, compreendida não me julga quando se trata de poesia. Do nada eu nado nos rios de almas de hades, que as estrelas cuidem me, reportem ao anjos de Deus sobre mim, que tento mesmo desejando os fins.

Dos Campos de nadas que eu Cultivei

Um nada que conforta.
Um nada que enlouquece.
O quanto um louco se encolhe quando o silêncio parece sussurros?
O vazio tortuoso, parece agradável já tentei ate decorar, um vazio de cor amarela seria legal de reclamar, com tulipas vermelhas com samanbaias para purificar o ar de frustação por decorar os infinitos vacuos que fazem parte do meu ser, eu estou em órbita em torno do não saber.
Janelas ao vácuo da esquerda.
Com perseanas e um abajur cor de ônix.
A vista realmente é bela, a vista para uma solidão concreta, talvez essa seja para admirar, não existe sol nem lua, nem chão nem luvas. Amarelo pálido, uma péssima cor para pintar as paredes do isolamento e da escuridão mas isso é questão de olhar, desde que haja cores no vazio e frio considerarei como meu lar.
Tenho vários lugares que amo dentro de mim
Um deles é um praia nublada, e o outro é o campo de nadas cultivado por mim, comigo mesma falo, idai?
Eu nado , voo para a realidade que corta minhas Asas e me tira toda a água. Mas ao menos estou sempre acompanhada.
Até em Pegasos eu andei
Na carruagem de Hélio passiei. Talvez esteja ficando louca. Mas perguntei ao minotauro e ele discorda. A realidade é brisa fresca que leva lentamente as folhas, não nasci para ser levada sem opção, talvez eu queria ser ave, para voar na realidade que quiser, talvez eu esteja buscando a brisa certa para me contentar com a vida. Nos vários nadas que tenho me congelo e me queimo com dor e Trevas ou com amor e luz o tudo e o nada nunca esteve tão tênues. Dissolve a alma após mata-la, me sinto culpada em me passar por Thanatos nos dias 21 de agosto. Vazia. Não triste nem feliz, existo e talvez o vazio seja meu destino em que eu seja ótima em decorar.

Águia, asas e Eternidade

Se uma águia eu fosse, e pudesse voar
Mergulharia os céus, sem me preocupar com o mar. Se Asas tivesse eu veria o céu noturno, as estrelas e sua beleza e as paisagens desse vasto mundo, as fases lunar sendo uma atraçao divina, eu aceitaria a vida curta se fosse tal criatura, que o céu poderá ter. Se eu fosse uma águia e pudesse voar, eu voaria até o fim do dia, da vida do mundo, rodopiaria nos confins de cada horizonte e assistiria o alvorecer como fosse o primeiro. Me pergunto sendo águia, qual seria minha pos vida, eu espero que seja voar, num céu eterno mesmo feito isso toda a vida com um céu igual eu aceitaria viver a imortalidade nesse céu , uma arte que não se tem, não se toca o que convém é admirar.

Demônio de tutu

O demônio que um tutu veste, e quando os olhos não meus se desviam , ele vira o que é e como causa trás internamente um show de medo e terror privado apenas para mim.
Quando se diz sua existência eles não leva a sério.
Um medo ,um demônio e um tutu que é a personificaçao de tentativas de esconder os problemas e fazemos isso com nos mesmos criamos esse tutu para que ao menos possa viver as dores e medos sozinha sem plateia pra julgar o medo como bobo o problema como pequeno, pois se um medo é um demônio entao existe um inferno inteiro dançando em mim, com a música que eu mesma criei.

Entre invernos internos mortes na praia e inferno pessoal

Na esperança severa ou na ilusão cega,
Eu sobrevivo os piores dos invernos internos.
No silêncio e na tentativa de auto controle
Sobrevivo meu inferno escaldante.
Morre a alma reluzente,
Da qual apenas vivia da verdade e viu que ninguém é assim.
Uma viagem nos olhos meus.
Vivo e morro metaforicamente. Imortal é a mente bagunçada que quebra e continua intacta
Estou ainda aqui,
Mas é por pura teimosia que apelo
E ela gentilmente: me salva
De morrer na praia da vida,
Da qual permaneço afogada.

A sol e os girassóis

Vi um girassol
E ele me cantou
Me chamou de flor
queria me despedaçar,
Sedi
Então me traiu
Com aquela que me iluminava
Da qual chamará sol
E eles caminharam :
Em direção
Do por da sol
Só que ele não
Era o último
Nem o primeiro
Girassol da sol
Mas em girassol a girassol
Tristeza apenas a sol causou
Pois quem a sol quisera
Ela não poderá ter
O lua da qual
Pertencia apenas
A escuridão
E ele a amava
Eternamente
A sol causava o que sentia
Não era justo,
Mas para ela parecia.