Jean & Muriel

Uma história sobre Urubus

Até aonde a vista alcança
O mundo é limitado
Mas são seus olhos
Que me deixa tonto pelo infinito que enxergo.
Urubus, assim é que chamam nos, mas ela… A palavra é insuficiente, do alto da torre
Eu lhe vejo, a penagem negra feito a noite
E ela não se importa
De teus cantos altos ela observa o mundo porém é evidente que quem contempla ela é a própria vista, sua intensidade é o equivalente a qualquer altura, a qualquer queda mortal, a qualquer mínima tragédia, ela não é doce
Rejeita quem não a agrada
Um olhar duro e uma postura impossível
Muriel…
E eu tolo pobre Jean, as penas caídas
Insuficiente até para si mesmo
Quem quisera alguém assim?
Eu tolo Jean!
E ela magnânima Muriel,
Esse mundo é grande para quem tem assas,
Longo para quem tem pernas
Mas é dolorosamente insignificante para quem ama.
Tuas distâncias mesmo que centímetros
Me inferniza
É de tal concreta a minha perdição por muriel que levanto voou sem tirar os pés do chão.
Mas ela nem meu nome correto diz
Sempre é psi.. psi
Tolo tolo é Jean, que o reflexo de tuas humilhações a ele é sentir se hipnotizado e absordo em felicidade no simples fato dela o ter notado.
Se ela o chama de Idiota
Ele a atende desde que seja o idiota dela
Tão louco se sente, que quando sente nem sabe mais, se sente amor ou despero, pois o peito se contrai de modo muito semelhante a desgraça. Caindo em ruína por conta de Muriel
Caindo sorrindo pois foi ela quem o arruinou
E tudo que a muriel involve
O faz o alto proclamado Trouxa
Mais feliz desse mundo pequeno demais para seu amor por muriel.
Então feito um prisioneiro preso a grilhões de ferro, aonde ela vai eu vou, mas não ouso dizer o que ela pode fazer, não sou insano para tentar controla-la, prefiro ser humilhado com ela, do que perceber-me na vida sem sua presença negra e esbelta, que me faz querer gritar de dor e de ódio. Eu te amo não é amor, não para ela, pra ela é cuidado, é verdade, é ouvir, e quando o sol dourado traidor se foi mais um dia ela do alto da igreja abandonada, colocou suas assas em si, e disse que agora éramos dois, e por si só eram agora somente um. Não acreditei, mas seus olhos estavam brilhantes, e se permitiu fazer desejos a aquelas estrelas e aceitar nem que seja uma ilusão, então Jean, o tolo o arruinado era tão de Muriel quanto de muriel era Jean, ela não era fácil
Mas ele fazia-se paciente
Ela era fria
E ele frio como o sol
E ela se deleitava
De pouco a pouco entregou farelos do coração que restará de muriel.
Algo em seu passado ele imaginou e aceitou o que ela dava, não reclamou que era pouco, mas sim pois era tudo que ela tinha.

Desejo

Desejo“, recrutar os medos e enviá-los ao inferno.

Que a ansiedade seja amassada como papel e consumida na fogueira do esquecimento.

Que o amor se mostre sem filtros.

Que a insegurança se torne um corpo enterrado sem nome e sem justiça, enterrado de modo tão profundo sendo capaz de atravessar os extremos mundos de cada emoção minha.

Que a certeza se torne sangue em minhas veias.

Que a fé em mim mesma se torne a capacidade de cada passo na minha caminhada.

Que cada lágrima me abasteça de determinação.

Que a pergunta “quem sou eu” soe mais leve e me dê assas para alcançar as estrelas que existe no coração daquela que sabe.

https://pin.it/2ekDH51 (link da imagem)

Tempo

O tempo é velho, o tempo é novo. É recem nascido, da eternidade sincronizada. E para o homem é data marcada é prazo que expirou, é arrependimento a nostalgia. É ilusão contada de uma imortalidade inventada que marca as horas antes da morte recem e eternamente encaminhada, num prazo sem prazo que tanto vale quando ja passou.

Palavras com sentimento

Já fiz orações na quietude da noite com apenas de testemunha minhas lágrimas, gotinhas salgadas que talvez seja o pouco do oceano que Deus quis por em nós humanos, ao menos me sinto mais ligada com o mar, as estrelas dando piscadelas de conforto ao contar minhas dores e desamores e aquilo simplesmente foi o melhor carinho que recebi tão simples porém distante ,desconhecido, um abraço das estrelas foi o que recebi e aquilo bastou, foi suficiente para a tristeza ser menos selvagem e mais domavel e o nó na garganta se torna um laço simplório de desfazer. Mas ainda existe essa tristeza que é enraizada numa floresta obscura com bestas assustadoras protegendo a flor mais delicada com os espinhos mais mortais, enfim um flor uma maldita flor… o coração.

Querida estrela Vênus

Caminhei entre as estrelas dessa terra de cores brancas e amarelas, de outras cores também, com elas eu não me importava pois ofuscavam as do céu, aquelas que escutam as que não se sabe a cor o odor nem o sabor, outrora estará tudo tão barulhento e do nada tudo está tão quieto, os corações não são frágeis nem ao nascer pois o ato de viver nos obriga a ganhar socos na cara. Não vejo mais almas reluzentes nem olhares incandecentes de verdadeiro amor sem lacunas de dor. Ouvi dizer que estou morta quem dissera fora eu mesma, os trovões ficaram mesmo após a tempestade maligna. Pra onde fora meu amor? Donde estou?, pra onde vou? Grito mas me perdi do motivo. Tudo parece tão falso, ilusório rotatório que me sinto tonta ao dizer que apenas as estrelas não mentem, no espaço entre a escuridão e a luz foi dai que viera esse vazio em meu peito, de um lugar estrangeiro que nem lugar realmente é. Que a estrela de Vênus continue a me olhar, continue a corresponder sua luz com minha escuridão que desconheço, que sempre será o oceano não explorado do meu ser que teme a profundidade dos meus desejos e medos abissais. Dentre tudo a loucura me parece sentida, compreendida não me julga quando se trata de poesia. Do nada eu nado nos rios de almas de hades, que as estrelas cuidem me, reportem ao anjos de Deus sobre mim, que tento mesmo desejando os fins.