Querida estrela Vênus

Caminhei entre as estrelas dessa terra de cores brancas e amarelas, de outras cores também, com elas eu não me importava pois ofuscavam as do céu, aquelas que escutam as que não se sabe a cor o odor nem o sabor, outrora estará tudo tão barulhento e do nada tudo está tão quieto, os corações não são frágeis nem ao nascer pois o ato de viver nos obriga a ganhar socos na cara. Não vejo mais almas reluzentes nem olhares incandecentes de verdadeiro amor sem lacunas de dor. Ouvi dizer que estou morta quem dissera fora eu mesma, os trovões ficaram mesmo após a tempestade maligna. Pra onde fora meu amor? Donde estou?, pra onde vou? Grito mas me perdi do motivo. Tudo parece tão falso, ilusório rotatório que me sinto tonta ao dizer que apenas as estrelas não mentem, no espaço entre a escuridão e a luz foi dai que viera esse vazio em meu peito, de um lugar estrangeiro que nem lugar realmente é. Que a estrela de Vênus continue a me olhar, continue a corresponder sua luz com minha escuridão que desconheço, que sempre será o oceano não explorado do meu ser que teme a profundidade dos meus desejos e medos abissais. Dentre tudo a loucura me parece sentida, compreendida não me julga quando se trata de poesia. Do nada eu nado nos rios de almas de hades, que as estrelas cuidem me, reportem ao anjos de Deus sobre mim, que tento mesmo desejando os fins.

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