Um nada que conforta.
Um nada que enlouquece.
O quanto um louco se encolhe quando o silêncio parece sussurros?
O vazio tortuoso, parece agradável já tentei ate decorar, um vazio de cor amarela seria legal de reclamar, com tulipas vermelhas com samanbaias para purificar o ar de frustação por decorar os infinitos vacuos que fazem parte do meu ser, eu estou em órbita em torno do não saber.
Janelas ao vácuo da esquerda.
Com perseanas e um abajur cor de ônix.
A vista realmente é bela, a vista para uma solidão concreta, talvez essa seja para admirar, não existe sol nem lua, nem chão nem luvas. Amarelo pálido, uma péssima cor para pintar as paredes do isolamento e da escuridão mas isso é questão de olhar, desde que haja cores no vazio e frio considerarei como meu lar.
Tenho vários lugares que amo dentro de mim
Um deles é um praia nublada, e o outro é o campo de nadas cultivado por mim, comigo mesma falo, idai?
Eu nado , voo para a realidade que corta minhas Asas e me tira toda a água. Mas ao menos estou sempre acompanhada.
Até em Pegasos eu andei
Na carruagem de Hélio passiei. Talvez esteja ficando louca. Mas perguntei ao minotauro e ele discorda. A realidade é brisa fresca que leva lentamente as folhas, não nasci para ser levada sem opção, talvez eu queria ser ave, para voar na realidade que quiser, talvez eu esteja buscando a brisa certa para me contentar com a vida. Nos vários nadas que tenho me congelo e me queimo com dor e Trevas ou com amor e luz o tudo e o nada nunca esteve tão tênues. Dissolve a alma após mata-la, me sinto culpada em me passar por Thanatos nos dias 21 de agosto. Vazia. Não triste nem feliz, existo e talvez o vazio seja meu destino em que eu seja ótima em decorar.

