PRINCESA DE FOGO

Era uma vez,

um castelo de vidro de um princesa solitaria embora o castelo reluzente fosse magnifico de uma arquitetura imprecionante, tudo na realidade era vazio, não havia risadas e nem conversas as pessoas eram adornadas com faces de gelo e coraçoes de pedra, olhos sem alma de um brilho ja enterrado em terras mortas.

A princesa entretanto era dona do calor do mundo, ria escandalosamente, catarolava na sua gaiola de vidro, assim cresceu acostumando seu espirito grandioso mesmo ainda em crescimento adaptando seu fogo aquele pequeno espaço tao limitador que causava apenas dor.

Em algum momento cresceu demasiadamente sua fome de calor, sua necessidade de vida, nao sabia nada da morte porem compreendia que ela atuava sob a vida dos individuos aos quais nao vivem para alimentar-se do que anseiam, mas sim para existir em um ciclo de completa insuficiencia de olhar verdadeiramente as pessoas e compreender profundamnete a beleza da natureza do mundo.


sendo assim pos-se de sua coragem e evitou de pensar sobre sua ingenuidade e inexperiencia com a vida.

Com um grito quebrou o castelo inteiro e fugiu rumo a floresta, olhou para tras uma vez, viu pessoas colhendo os fragmentos de sua bolha lamentando a perda de sua monotonia e previsibilidade e em completo desepero por realmente ter de fazer algo que nao seja na automaticidade ou em sua zona de conforto. todos queimaram ao sol da verdade e morreram a morte que ja em vida experimentaram.

Relatos dizem que a princesa se tornou imortal, outros afirmam que seu espirito caloroso , livre e intenso não sobreviveria na eternidade da vida, pois algo interminável e imutável não era interessante para a princesa de fogo.

Ela admirava a fugacidade e admirava as faces reais da vida, sendo uma delas a vibração que existir causava ou o lado sentenciado a um fim sem escapatoria.

Para espiritos como o dela é preciso mais que um plano de vida, somente a vida é insuficiente, por isso ela nao morreu, nem viveu eternamente, mas simplismente transcendeu a um raio do sol dançante , aqueles que vem tocar a terra por entre as frestas das nuvens cinzentas.

– deixe sua luz quebrar sua gaiola, grite.

Vida longa aos espíritos intensos, aos que não riem mas gargalham aos que não gostam, mas amam, aos que não são mornos são escaldantes.

Jean & Muriel

Uma história sobre Urubus

Até aonde a vista alcança
O mundo é limitado
Mas são seus olhos
Que me deixa tonto pelo infinito que enxergo.
Urubus, assim é que chamam nos, mas ela… A palavra é insuficiente, do alto da torre
Eu lhe vejo, a penagem negra feito a noite
E ela não se importa
De teus cantos altos ela observa o mundo porém é evidente que quem contempla ela é a própria vista, sua intensidade é o equivalente a qualquer altura, a qualquer queda mortal, a qualquer mínima tragédia, ela não é doce
Rejeita quem não a agrada
Um olhar duro e uma postura impossível
Muriel…
E eu tolo pobre Jean, as penas caídas
Insuficiente até para si mesmo
Quem quisera alguém assim?
Eu tolo Jean!
E ela magnânima Muriel,
Esse mundo é grande para quem tem assas,
Longo para quem tem pernas
Mas é dolorosamente insignificante para quem ama.
Tuas distâncias mesmo que centímetros
Me inferniza
É de tal concreta a minha perdição por muriel que levanto voou sem tirar os pés do chão.
Mas ela nem meu nome correto diz
Sempre é psi.. psi
Tolo tolo é Jean, que o reflexo de tuas humilhações a ele é sentir se hipnotizado e absordo em felicidade no simples fato dela o ter notado.
Se ela o chama de Idiota
Ele a atende desde que seja o idiota dela
Tão louco se sente, que quando sente nem sabe mais, se sente amor ou despero, pois o peito se contrai de modo muito semelhante a desgraça. Caindo em ruína por conta de Muriel
Caindo sorrindo pois foi ela quem o arruinou
E tudo que a muriel involve
O faz o alto proclamado Trouxa
Mais feliz desse mundo pequeno demais para seu amor por muriel.
Então feito um prisioneiro preso a grilhões de ferro, aonde ela vai eu vou, mas não ouso dizer o que ela pode fazer, não sou insano para tentar controla-la, prefiro ser humilhado com ela, do que perceber-me na vida sem sua presença negra e esbelta, que me faz querer gritar de dor e de ódio. Eu te amo não é amor, não para ela, pra ela é cuidado, é verdade, é ouvir, e quando o sol dourado traidor se foi mais um dia ela do alto da igreja abandonada, colocou suas assas em si, e disse que agora éramos dois, e por si só eram agora somente um. Não acreditei, mas seus olhos estavam brilhantes, e se permitiu fazer desejos a aquelas estrelas e aceitar nem que seja uma ilusão, então Jean, o tolo o arruinado era tão de Muriel quanto de muriel era Jean, ela não era fácil
Mas ele fazia-se paciente
Ela era fria
E ele frio como o sol
E ela se deleitava
De pouco a pouco entregou farelos do coração que restará de muriel.
Algo em seu passado ele imaginou e aceitou o que ela dava, não reclamou que era pouco, mas sim pois era tudo que ela tinha.

Mulher selvagem

ELA

Desdenhosa, ela sorri sem vergonha, se afogando em seus livros e teorização sobre tuas tramas.

Embaraçada, ela fala consigo mesma, as vezes de intensa discussão as mais doces delicadezas.

Escandalosa, se nomeia rainha da simpatia, pois desde o meio dia seu riso já é constante.

Lunática, ela dança para a lua, pede regalias as estrelas que piscam com escárnio.

Raramente, se encontra indecente, pois mesmo se estiver nua, mantém a mais astuta decência.

Livre, ela esbraveja, grita, acolhe se incendeia, e permite obter os mais variados graus de prazer. E encontrar os homens certos que estão dispostos a lhe obedecer.

Puta, ela fica nua, não se permite ser domada, e por mais que ame loucuras, nunca encontra boas aventuras.

E então finalmente, ela some de repente, feito nuvem que embaça o sol, feito luz quando a noite vem, e fica sozinha contemplando…

As estrelas que a guiam, o Deus que lhe acolhe e a escuridão que gentilmente abdica lhe uma fração e compartilha para o céu particular dentro de si mesma.

Feita sob o sol, forjada do fogo da terra, olhos castanhos com cristais de gelo, congelados para a eternidade, não possui delicadeza mas quando assume que ama ela é devota, feroz e livre, em solo ou em dupla, sinto se isso lhe apavora…

Mas na selvageria da vida, como ato de rebeldia se fez de flor se adornando de espinhos e rosnou feito um lobo para a lua que cresceu, e para sempre livre, vive, mas não feliz para sempre, pois isso nela já morreu.

Algo no olhar

Eu nunca via o vislumbre de sua alma em seus olhos…
Por isso me apaixonei por você…
Pois meu objetivo era encontrar almenos uma vez…
Me prendi a você ate hoje, mas por pura expectativa de em algum dia afortunado, presenciar o evento astrológico da estrela de seus olhos nem que o motivo dela brilhar nao seja eu.

-Eu sempre amei estrelas.

Link da imagem: https://pin.it/57LLDl6

Sangue e carência

Buscava amor no menor do brilho dos olhos; fantasiava nas mais comuns palavras doces; lhe custava de tanto a alma fracionada, metade alma metade nada. Pensava ” buscar o consolo do preenchimento no amor me causará mais dor, qual não sobrará vazio para encapsular tal ardor” . Se cansou, nos sonhos cavalheiros não mais lhe beijavam mão, nem mesmo proferia poesias medíocres, Não… Em certo ponto ameaçava de tão forte que ocorria fluido rubi correr vagarosamente contornando suas partes humanas e mostrando diante de si faces das pessoas imaginadas por ti, então vendo-as cair como chuva e sumir feito bruma. Sentiu cair, sua máscara sua necessidade se partir e entender que existe mais motivos para viver que ilusões para fazer me rir.

Chama

O que se faz dentro de si, quando o inverno ameaça e a ultima fogueira queima vestigios de alguem que se parecia comigo?. Correndo entre amigos, desperdiçando tempo vendo tornar cinzas do que ja nao consigo lembrar. Me vejo me olho mas nao sinto. Onde esta minha chama preferida? Aquela que consumia o gelo superava as montanhas de picos com lagrimas cristalizadas. Superava as memorias que se naufragaram a nada. Sigo as pistas mas essa chama nao deixou vestigios. Por isso quando alguem falou: Sou amor, so escutei: sou perigo. É estranho… o quanto a incerteza interrompe ate os sentidos. Vejo isso? Ouço isso? Eu sinto isso?.