Sangue e carência

Buscava amor no menor do brilho dos olhos; fantasiava nas mais comuns palavras doces; lhe custava de tanto a alma fracionada, metade alma metade nada. Pensava ” buscar o consolo do preenchimento no amor me causará mais dor, qual não sobrará vazio para encapsular tal ardor” . Se cansou, nos sonhos cavalheiros não mais lhe beijavam mão, nem mesmo proferia poesias medíocres, Não… Em certo ponto ameaçava de tão forte que ocorria fluido rubi correr vagarosamente contornando suas partes humanas e mostrando diante de si faces das pessoas imaginadas por ti, então vendo-as cair como chuva e sumir feito bruma. Sentiu cair, sua máscara sua necessidade se partir e entender que existe mais motivos para viver que ilusões para fazer me rir.

Amago

Entre estrelas frias e corações tranbordando,
Eu rodo sob o sol buscando a proteçao dos anjos,
Desde no meu canto eu rio, desafino entre dentes
Mesmo as vezes insolente me vejo sempre contente
Em saber que nao preciso me conter desde que esteja somente comigo e que saiba que nao ha nenhum perigo em estar mesmo em conflito na harmonia da propria presença.

Chama

O que se faz dentro de si, quando o inverno ameaça e a ultima fogueira queima vestigios de alguem que se parecia comigo?. Correndo entre amigos, desperdiçando tempo vendo tornar cinzas do que ja nao consigo lembrar. Me vejo me olho mas nao sinto. Onde esta minha chama preferida? Aquela que consumia o gelo superava as montanhas de picos com lagrimas cristalizadas. Superava as memorias que se naufragaram a nada. Sigo as pistas mas essa chama nao deixou vestigios. Por isso quando alguem falou: Sou amor, so escutei: sou perigo. É estranho… o quanto a incerteza interrompe ate os sentidos. Vejo isso? Ouço isso? Eu sinto isso?.

Luz e sombras: Meus encontros e desencontros comigo mesma

Tenho algo a dizer com palavras que nao sei expressar, com pontos que não sei quando usar e pensamentos capazes de aniquilar.
Vejo o espelho quanta coisa presa lá…
Em vezes via a si mesma e se perguntava se nao seria ela seu proprio reflexo, talvez daria sentido aos teus vacuos e desordens.
Perseguindo a luz que se extingue, a luz grita: me salve! e eu corro sorrindo. Ela não brinca mas eu nao entendo, porque fugir?
Nao bastava tanta coisa feia agora ainda mais essas besteiras quais eu costumo falar.
Onde esta! Necessito de você!
A luzinha ja nao esta mais tão proxima, se perdeu na extensa escuridão inóspita cuja crepita como fogo e me arde de igual forma no peito.
Dizia a si: pare vá se divertir! Pena de si é besteira! És melhor que isso!
Por trás disso existe a sombra da boa voz, como a sombra de um anjo a certeza de um demônio, mas pior é apenas eu.
De que modo se quebra, pulando do alto dos predios? Bobeira, ame somente alguem que nao vê o que reluz em você.
Me busco entre as vozes amutuadas na mente porém não encontro minha voz. Não me encontro, mas as sombras sempre sabem onde me escondo, e as vezes me destroem transformando em escombros quais eu na inocência brinco sem saber. Belo, belo é amarelo, minha luz é amarela, viram na por ai? Vivo perguntando por ela. Busco em leitos e nevascas entre lugares inteiros outros meio feitos repleto de defeitos, mesmo assim não encontra nada, as vezes parece se esconder atrás de minhas costas. Dizem por ai que quando a encontrar o sol vai nascer nos mundos esquecidos, mas o sol sempre parece estar atrás de mim nunca o vejo nacer, sempre que chego se vai, disseram me que ele vem e vai. Sempre quando chego tudo é frio com gotas no céu. Em delirio busco nos lugares absurdos onde raios esta a luz? Porque nunca brilhamos no mesmo lugar? Hoje nao buscarei deitarei nas nuvens e me deixarei levar, e quando finalmente ressurgir em forma de alguma coisa vou ver. Talvez nao valha a pena, mas algumas penas não são válidas apenas tempo. Quando as penas se derreterem em horas valeram varias delas apenas para notar o alvorecer alcançar as sombras, e der chance a elas de escolher ser sombra ou matéria. Quando tudo ficou claro vi o dourado o branco o rosado, selvas, deságuas e matos. O que assustou e fez derremar-se foi a vida feita e corrente, qual é forjada na eternidade em estados de impermanência de transformações.

Anatomia

Como pode me obrigar a cantar se nem mesmo se importa em me ouvir?. Resolvo me abrir, sei que lhe cansa sangue e entranhas, causo repugnancia a você. Me despeço de seu ser, qual me acostumei a ter, esse que tanto me feriu. Como posso amar algo que se assemelha a cura, porem que so me causa destruiçao?. Me canso, dou toda uma anatomia sobre como sou e me espanto. Ninguem se importa, em onde se aloja o meu coraçao.

Minha forma ridicula em me apaixonar por mim mesma (isso nao é sobre auto estima)

ok, isso é vergonhoso e provavelmente universal. Enfim, partes de mim fantasia sobre pessoas que conheço, é humilhante sei porem comum e totalmente perdoavel. Faco fanfics na mente e sao Historias fechadinhas, quais tudo possui um motivo interno. Um modo de obter atenção num mundo que eu controlo totalmente, é divertido e extarordinario. Mas com muitos problemas. Problema: você encontra essa pessoa e sente algo por ela, e cara nao é que eu conheca a pessoa é estranha mesmo assim eu torno personagem. Afinal quem faz merda é a gente e quem se ferra por causa delas sou eu entao, porque nao? Tenho responsabilidade com minhas escolhas ridículas . Eu vejo a pessoa e mesmo sabendo crio a expectativa. Você imagina ele dizendo: que quer te conhecer, imagina ele aceitando as partes mais loucas e neuroticas de si mesma, dizendo que fica linda mesmo que nem esteja arrumada. Coisas do cotidiano mental. Na realidade a pessoa nem mesmo sabe seu nome, e pior para destroçar, nem quer saber, e sabe a pessoa nem mesmo tem conteudo para ser interessante sabe? Totalmente fora da realidade de minhas fantasias. É no minimo frustrante. Contudo, a carência me fazia querer encaixar o que eu criei no objeto de criação, que nao era nada mais que um rosto para meus desejos e necessidades do momento. Algo insignificante, a questão é a carência, te coloca em situação que caso você nao estivesse tão desestabilizada e ignorante a si mesma e seu auto conhecimento, nunca de meteria nisso, nunca ficaria com certas pessoas. Afinal nao importa como é a pessoa o inicio de afeto involve dar atenção, é universal de qualquer pessoa e suas relações, mas é importante manter em palta o que você quer e o que nao quer por porra nenhuma. Tive muitas desilusões amorosas por mim mesma partir meu coração, essa carência te leva a extremos , a um sofrimento absurdo interno que nos torna invalidas em saber qualquer coisa sobre nos ate mesmo nossa cor favorita, a gente se perde entre nossa luta por afeto em cada pessoa aleatoria se tornado o mais perto da pessoa perfeita idealizada por essas pessoas que nem mesmo tem conteudo para nos fazer se interessar por elas alem do desejo de preecher nossos vazios. Qual a finalidade ao fazer isso? Conforto. Eu busquei alguem para falar so encontrei uma folha de papel e uma caneta compreensivas. Passo aqui que nao é so com você. Existe muita gente sofrendo igual solitariamente. So queria passar adiante.

O medo do monstro

Se uma forma obtivesse o que tememeos, é possivel que teria tantos olhos na face que se perderia em busca a qual encarar quando a coragem forçar. Se o medo fosse real seus olhos seriam cegos, inuteis presos em um olhar mais escuro que os vacuos entre as estrelas, mesmo sem a visao com a capacidade macabra de dizer intimamente sobre nos mesmo, nulo aos olhos e claro ao que se sente, e em que conceite seu eu mais profundo? O monstro de meu medo é segredo que somente eu sei, porém nego pois o monstro que teme sou eu e o temido tambem.

eu mesma me assombro.

Tempo

O tempo é velho, o tempo é novo. É recem nascido, da eternidade sincronizada. E para o homem é data marcada é prazo que expirou, é arrependimento a nostalgia. É ilusão contada de uma imortalidade inventada que marca as horas antes da morte recem e eternamente encaminhada, num prazo sem prazo que tanto vale quando ja passou.