Luz e sombras: Meus encontros e desencontros comigo mesma

Tenho algo a dizer com palavras que nao sei expressar, com pontos que não sei quando usar e pensamentos capazes de aniquilar.
Vejo o espelho quanta coisa presa lá…
Em vezes via a si mesma e se perguntava se nao seria ela seu proprio reflexo, talvez daria sentido aos teus vacuos e desordens.
Perseguindo a luz que se extingue, a luz grita: me salve! e eu corro sorrindo. Ela não brinca mas eu nao entendo, porque fugir?
Nao bastava tanta coisa feia agora ainda mais essas besteiras quais eu costumo falar.
Onde esta! Necessito de você!
A luzinha ja nao esta mais tão proxima, se perdeu na extensa escuridão inóspita cuja crepita como fogo e me arde de igual forma no peito.
Dizia a si: pare vá se divertir! Pena de si é besteira! És melhor que isso!
Por trás disso existe a sombra da boa voz, como a sombra de um anjo a certeza de um demônio, mas pior é apenas eu.
De que modo se quebra, pulando do alto dos predios? Bobeira, ame somente alguem que nao vê o que reluz em você.
Me busco entre as vozes amutuadas na mente porém não encontro minha voz. Não me encontro, mas as sombras sempre sabem onde me escondo, e as vezes me destroem transformando em escombros quais eu na inocência brinco sem saber. Belo, belo é amarelo, minha luz é amarela, viram na por ai? Vivo perguntando por ela. Busco em leitos e nevascas entre lugares inteiros outros meio feitos repleto de defeitos, mesmo assim não encontra nada, as vezes parece se esconder atrás de minhas costas. Dizem por ai que quando a encontrar o sol vai nascer nos mundos esquecidos, mas o sol sempre parece estar atrás de mim nunca o vejo nacer, sempre que chego se vai, disseram me que ele vem e vai. Sempre quando chego tudo é frio com gotas no céu. Em delirio busco nos lugares absurdos onde raios esta a luz? Porque nunca brilhamos no mesmo lugar? Hoje nao buscarei deitarei nas nuvens e me deixarei levar, e quando finalmente ressurgir em forma de alguma coisa vou ver. Talvez nao valha a pena, mas algumas penas não são válidas apenas tempo. Quando as penas se derreterem em horas valeram varias delas apenas para notar o alvorecer alcançar as sombras, e der chance a elas de escolher ser sombra ou matéria. Quando tudo ficou claro vi o dourado o branco o rosado, selvas, deságuas e matos. O que assustou e fez derremar-se foi a vida feita e corrente, qual é forjada na eternidade em estados de impermanência de transformações.

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